Nunes Marques discorda de Moraes e diz que não teve ameaça à democracia

Ministros do STF divergem sobre gravidade dos atos do 8 de janeiro e penas propostas
Redação O Poder
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Nesta quarta-feira (13), o Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar as pessoas envolvidas nos eventos de 8 de janeiro. O ministro Alexandre de Moraes, que está cuidando do caso, votou a favor de uma pena de 17 anos de prisão. Mas o ministro Nunes Marques discordou tanto da pena quanto dos crimes.

Nunes Marques propôs condenar um dos réus por apenas dois crimes – causar danos graves e estragar coisas públicas. Ele questionou se havia provas suficientes para acusá-los de formar um grupo criminoso, tentar um golpe de Estado e tentar derrubar o sistema democrático.

Ele disse: “Apesar do vandalismo grave, as manifestações lamentáveis não chegaram perto de tentar derrubar o Estado de Direito. Um grupo desorganizado de manifestantes… não teria capacidade de planejar esse crime”. Ele também afirmou que as Forças Armadas não estavam envolvidas na tentativa de golpe, dizendo: “As Forças Armadas nunca demonstraram apoio”.

No entanto, essa visão é diferente da do ministro Alexandre de Moraes, que defendeu a condenação do réu Aécio Lúcio Costa Pereira por todos os cinco crimes mencionados. Moraes também sugeriu uma pena longa de 17 anos de prisão para Pereira.

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