Polêmica: proposta de vereador ameaça qualidade do transporte coletivo em Manaus

Proposta de vereador pode prejudicar a qualidade do transporte público em Manaus.
Redação O Poder
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O vereador Elissandro Bessa, filiado ao partido Solidariedade, está propondo a redução da exigência de renovação da frota de ônibus pelas empresas concessionárias de transporte público em Manaus. Atualmente, essas empresas são obrigadas a renovar 25% da frota em intervalos regulares. Com a proposta de Bessa, esse percentual seria reduzido para 10%.

A proposta, se aprovada, pode alterar os artigos 258, 260, 280, 280-A e 281 da Lei Orgânica do Município de Manaus (Lomam). Bessa justificou que a frota atual já oferece segurança, conforto e atende satisfatoriamente a demanda de passageiros. Além disso, para acompanhar os avanços tecnológicos da indústria automobilística e aprimorar a infraestrutura viária da cidade, a proposta também sugere a ampliação da vida útil dos veículos de seis para sete anos, o que também abre a discussão para o ajuste de tarifas.

Discussão

O vereador Rodrigo Guedes (Podemos) e William Alemão (Cidadania) criticaram a proposta em discussão no plenário Adriano Jorge.

Guedes afirmou que, embora algumas vias estejam passando por recapeamento, a maior parte das ruas em Manaus está em completa deterioração, e ao reduzir a taxa de renovação da frota, equivale a isentar as empresas de melhorar a qualidade do transporte coletivo. “Aí você diminuir a renovação da frota de 25% ao ano para 10%, você está desobrigando as empresas de melhorarem a qualidade do transporte coletivo”, declarou.

Já Alemão, alertou que a proposta de prolongar a idade dos ônibus beneficia as empresas de transporte, já que, anteriormente, a renovação da frota a cada quatro anos já não estava sendo cumprida, o que resultou na circulação de ônibus em péssimas condições.

“Você vê os ônibus que estão rodando por aí, a grande maioria são ‘cacarecos’. Dar mais idade para os ônibus é um erro que, neste momento, não pode passar por essa casa”, concluiu.

Venda de passagem por terceiros

Outra alteração proposta é a comercialização de passagens para o transporte público por intermediários ou terceiros. A ideia é que a venda antecipada possa ‘expandir as opções e locais de compra, oferecendo aos passageiros maior comodidade’.

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