O senador da República Plínio Valério (PSDB-AM) solicitou o uso da palavra durante sessão para a retomada da votação sobre o marco temporal na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Inicialmente programada para esta quarta-feira (20), a votação do projeto de lei que estabelece o marco temporal foi adiada para o dia 27, em meio a intensos protestos de indígenas em Brasília contra o PL e após um pedido coletivo de vista para uma análise mais aprofundada.
“O Amazonas é vítima dessa política indigenista, dessa política financiada por estrangeiros que mandam no Ministério do Meio Ambiente, no Incra, no Ibama e na Funai. Os pequenos agricultores estão sendo expulsos por uma suposta área indígena que vai ser demarcada. Estão ampliando uma área indígena para tentar impedir a exploração do Potássio. Então é não [pelo adiamento da votação]. Isso é coisa do governo, que quer tentar vir para cá [Senado] e manipular.”, disse Plínio.
Plínio Valério também proferiu duras críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela retomada da votação sobre a constitucionalidade do mesmo tema na suprema corte.
“Nem como vereador de Manaus eu tinha receio do Supremo. A gente fazia as nossas leis porque era nossa obrigação e o Supremo tinha que fazer a dele [o papel dele]. Se a gente achar que o Supremo vai ficar aqui para derrubar, assim como o Moro [Sérgio Moro] eu caio fora. Aqui é o Senado Federal do Brasil. Temos tamanho de senador, que não é menor do que qualquer ministro do Supremo.”, finalizou.
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