No domingo, 1º de setembro, o governo liderado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou um aumento nos impostos federais sobre o óleo diesel. A alíquota de PIS/Cofins será elevada para R$ 0,13 por litro do combustível, e essa taxa permanecerá em vigor até o final do ano. Inicialmente, essa cobrança havia sido reintroduzida em 5 de setembro, com um valor de R$ 0,11 por litro.
Essas contribuições tinham sido zeradas em março de 2021, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). Originalmente, a reoneração estava prevista para 2024, mas o governo Lula optou por antecipar a sua reintrodução, de forma parcial e progressiva, a fim de financiar o programa que oferece descontos na compra de veículos novos.
Na comparação com o início de setembro, o impacto na bomba será de aproximadamente R$ 0,12 de alta, segundo projeção da Fecombustíveis (Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes). Já em relação aos valores que já estavam em vigor, o aumento deve ser de aproximadamente R$ 0,02. A cobrança da alíquota cheia de PIS/Cofins, de R$ 0,35 por litro do diesel, está prevista para voltar em janeiro de 2024.
A próxima fase da reoneração deverá exercer uma pressão adicional sobre os preços dos combustíveis nos postos, que atingiram o seu patamar mais elevado desde fevereiro. Conforme uma pesquisa realizada pela ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), na última semana, o preço médio do litro do diesel alcançou R$ 6,10. Além disso, outros fatores indicam uma tendência de aumento nos preços do diesel.
Cerca de 25% do que é consumido internamente no Brasil é importado, e como a nova política de preços da Petrobras não reflete completamente a dinâmica do mercado internacional, isso resulta em uma crescente diferença entre os preços domésticos e os praticados no cenário global.
Com informações do Poder 360
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