A Potássio do Brasil segue em articulação a respeito do seu projeto de exploração de potássio em Autazes, no Amazonas, após uma decisão judicial que cancelou uma licença prévia estadual e exigiu análise do Ibama sobre o tema.
Após receber apoio de lideranças indígenas da etnia Mura, o presidente da empresa, Adriano Espeschit busca agora o apoio de ministros do governo Lula e já conta com o respaldo do vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
O projeto de US$ 2,5 bilhões visa produzir 2,2 milhões de toneladas de potássio anualmente para atender a uma demanda de 13 milhões de toneladas no país. A Potássio do Brasil é subsidiária da Brazil Potash Corp, com capital internacional.
A juíza Jaiza Maria Fraxe, da Justiça Federal no Amazonas, anulou uma licença prévia emitida pelo Ipaam em 2015, afirmando que o licenciamento deveria ser de responsabilidade do Ibama. No entanto, o Ibama já recusou a competência de conduzir o licenciamento quatro vezes, alegando que uma lei complementar de 2011 colocou quase toda mineração sob responsabilidade dos estados, desde que o empreendimento esteja fora de terra indígena.
Recentemente, líderes indígenas Mura de Autazes manifestaram apoio ao projeto, reconhecendo que ele pode trazer benefícios econômicos para a região. O governo estadual destacou a importância do entendimento entre as comunidades indígenas e o governo para o desenvolvimento sustentável da região. As partes concordaram em estabelecer um diálogo contínuo e transparente para garantir que a exploração do potássio seja realizada de forma sustentável e em conformidade com os interesses das comunidades locais.
O projeto de exploração de potássio em Autazes representa uma oportunidade significativa de desenvolvimento econômico para a região e o estado do Amazonas.