O deputado federal Arthur Maia (União Brasil-BA), presidente da CPMI que investiga os atos ocorridos em 8 de janeiro deste ano, declarou nesta terça-feira (3/10), que na próxima quinta-feira (5/10) haverá o último depoimento da comissão, quando será ouvido um policial militar do Distrito Federal (DF).
Com a declaração, parlamentares da base do governo petista pressionam Arthur Maia, que têm o poder de marcar e desmarcar depoimentos. A base de Lula quer interrogar o general Walter Braga Netto, ex-ministro do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O general chegou a ser convocado pela CPI, mas seu depoimento foi adiado por duas vezes.
Maia também chegou a dizer que a CPI só convocaria Braga Netto caso alguém da Força Nacional de Segurança Pública fosse também chamado, é que maioria dos parlamentares rejeitou nesta terça-feira (3) o requerimento de convocação do comandante nas tropas.
Ainda nesta terça-feira a comissão interroga o empresário Argino Bedin, acusado de ser um suposto financiador do acampamento em frente ao QG do Exército, em Brasília. Nesta segunda (2), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, garantiu o direito constitucional de Bedin ficar em silêncio para não produzir provas contra si mesmo.