A ONG Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), vinculada à ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, recebeu R$ 35 milhões do Fundo Amazônia em 2022. No entanto, documentos da CPI das ONGs revelaram que a maior parte desses recursos, cerca de R$ 24 milhões, foi gasta em consultorias e viagens.
Há preocupações sobre a eficácia e a transparência na alocação dos recursos do Fundo Amazônia. A CPI também questiona a relação entre Marina Silva e as ONGs, alegando um possível favorecimento na distribuição de recursos.
Além do Ipam, outras ONGs receberam uma parcela substancial dos recursos do Fundo Amazônia ao longo de uma década. A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) recebeu R$ 400 milhões, dos quais R$ 13 milhões foram destinados para custear a folha de pagamento.
Os valores repassados a outras organizações, como o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia, o Instituto de Pesquisas Ecológicas e o Instituto Clima e Sociedade, não foram detalhados, mas fazem parte dos quase R$ 1,5 bilhão distribuídos a ONGs que atuam na Amazônia.
A CPI das ONGs visa esclarecer o uso dos recursos e identificar possíveis irregularidades, ao mesmo tempo em que busca aumentar a transparência do Fundo Amazônia e assegurar que os fundos sejam direcionados para o benefício da região amazônica e de sua população.
Fonte: CPI das Ongs