Muro para conter ‘terras caídas’ vai custar R$16,3 milhões aos cofres de Tefé (AM)

Prefeitura de Tefé (AM) investe mais de R$16 milhões em muro para conter erosão fluvial e proteger habitantes.
Redação O Poder
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O prefeito de Tefé (AM), Nicson Marreira (PTB), homologou um contrato no valor de R$16.330.303,08 (dezesseis milhões, trezentos e trinta mil, trezentos e três reais e oito centavos) para a construção de um muro de contenção e combater a erosão fluvial. O desbarrancamento das margens dos rios é um fenômeno natural e pode ser desencadeado por agentes erosivos. No Amazonas, essa ocorrência é popularmente conhecida como ‘terras caídas’ modifica as paisagens no Estado. A licitação foi publicada no Diário Oficial dos Municípios do Amazonas, do dia 27 de outubro, e a empresa Antonelly Construções e Serviços Eireli foi a vencedora do processo licitatório e deverá executar a obra.

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Terras caídas

No período de 2005 a 2017, pelo menos 19 municípios do Amazonas relataram ter sofrido erosões fluviais, o que afetou um total de 36.602 pessoas, de acordo com dados da Defesa Civil do Estado. O número real pode ser ainda maior. Os registros indicam que em Iranduba, nenhum residente foi desabrigado ou desalojado, apesar de 541 pessoas terem sido afetadas. No entanto, em Catalão, várias famílias perderam suas casas devido a esses eventos.

De acordo com uma pesquisa do Instituto Igarapé, desde o ano 2000, aproximadamente 6,4 milhões de pessoas foram obrigadas a abandonar suas casas ou ficaram desalojadas devido a desastres que envolveram desbarrancamentos. Isso equivale a uma pessoa a cada dois minutos. Os Estados mais gravemente afetados são o Amazonas e Santa Catarina.

Um relatório do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), divulgado em maio deste ano, apontou que 29 mil habitantes residem em regiões de risco no Amazonas, entre elas áreas de erosões fluviais.

Emergência devido estiagem

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no censo 2021, residem no município e distritos 73.600 pessoas, divididas entre 70 comunidades. A estiagem severa deste ano levou à emergência, na qual a cidade permanece. Além do isolamento, falta de abastecimento de alimentos essenciais e água potável, o local também sofre os efeitos na produção rural, meio de sustento da maioria das famílias que residem na região.

Empresa

Em consulta ao site da Receita Federal, a empresa Antonelly Construções e Serviços Eireli, se encontra registrada sob o CNPJ n° 04.178.687/0001-56, com sede no Conjunto Shangrilá, bairro Parque 10, em Manaus, e tem como societários Wilson Batista de Campos, e Andrey Humberto Froz de Borba. O capital social é de R$12.410.861,45 (Doze milhões, quatrocentos e dez mil e oitocentos e sessenta e um reais e quarenta e cinco centavos).

Confira a licitação na íntegra

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