Amazonas é destaque na transição energética do Brasil, diz secretário

Amazonas se destaca como protagonista na transição energética do Brasil, com ênfase na produção de gás e potencial para projetos como a mineração de potássio.
Redação O Poder
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O Amazonas tem se destacado como protagonista na transição energética do Brasil, sendo o terceiro maior produtor de gás do país, com uma ênfase significativa na produção onshore, ou seja, em terra firme. As informações são do secretário de Estado de Energia, Mineração e Gás do Amazonas (Semig), Ronney Peixoto, que concedeu entrevista ao jornalista Leon Furtado, no programa ‘Podercast’, no site O Poder. O responsável pela pasta disse ainda que o destaque não apenas impulsiona o desenvolvimento econômico da região, mas também contribui para a transição energética do país, promovendo uma matriz mais limpa e sustentável.

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Ronney Peixoto ressaltou que o Amazonas é o maior produtor de gás onshore no Brasil, o que o coloca na vanguarda da transição energética do país. Isso não apenas impulsiona o desenvolvimento econômico, mas também contribui para uma matriz energética mais limpa. Além disso, a região tem potencial para projetos como a produção de potássio, que poderia suprir 25% a 30% da demanda nacional desse mineral, reduzindo a dependência de importações e beneficiando o Brasil e o mundo, já que o país é um dos principais fornecedores de alimentos.

“Nós temos aí um projeto muito importante, não só para o Amazonas, mas para o país, que é o projeto do potássio na região de Autazes. Nós temos, hoje, no Brasil, ele importa 95% do potássio necessário para a produção cristalizante no país. E, com essa planta aqui no Amazonas, nós poderíamos garantir, seja de 25% a 30%, do potássio, da produção de potássio, do consumo de potássio no país. Então, isso seria um ganho não só para o município de Autazes, mas para o Amazonas, para o Brasil, e para o mundo, porque o Brasil alimenta cerca de 1 bilhão e meio de pessoas ao redor do mundo com seus produtos”, explicou.

Ouro na calha do Madeira

A Semig também se preocupa com a mineração de ouro na região do Rio Madeira, onde tradicionalmente ocorre a atividade de garimpo. Recentemente, restrições à mineração têm afetado a economia local. A secretaria busca parcerias para desenvolver a mineração de ouro de forma sustentável e legal, beneficiando a população e revitalizando a economia local.

A atenção se concentra no Extrativismo Mineral Familiar, um sistema em que famílias se dedicam à mineração de ouro de maneira quase artesanal. A solução envolve a organização em cooperativas com alta governança e a substituição do mercúrio por alternativas mais seguras, como o extrato da árvore pau de balsa. Essas ações visam não apenas legalizar a atividade, mas também torná-la mais sustentável e transparente.

“Além desse projeto de potássio nesse tema mineração, nós temos que ter um olhar também para a região do Rio Madeira, onde tem já um extrativismo tradicional, que estão passando por uma decisão de não poder fazer mineração ali. Nós temos que olhar para essa população que tem o extrativismo do ouro, porque são cerca de 2, 3 mil pessoas que exerciam essa atividade, que não estão podendo exercer. Os municípios acaso também perdem aquela dinâmica econômica, aquela movimentação econômica. Então a nossa proposta é ter um novo olhar para aquela região, buscando atrair parcerias, para que a gente possa desenvolver ali de forma sustentável, de uma forma totalmente legal, para que as pessoas possam exercer a sua atividade tranquilamente. E com isso, eu repito mais uma vez, quem ganha é a população, quem ganha é o Estado, quem ganha é o país”, enfatizou.

Peixoto ainda pontuou que a transição para uma mineração de ouro mais sustentável exige etapas como a organização em cooperativas, a substituição do mercúrio por produtos mais seguros, como o extrato de pau de balsa, e a transparência em toda a cadeia produtiva, desde a extração até a comercialização. Essas ações buscam criar um novo cenário que beneficie a população local e contribua para a sustentabilidade da atividade de mineração de ouro no Amazonas.

“O que precisa é se organizar. E aí a gente tem cooperativas ali, de onde eles cresceram. É o melhor caminho, se organizar em cooperativa com alto nível de governança, para que possam, essas pessoas, explorarem de uma maneira totalmente legal o ouro e ser uma maneira de existência da sua família. O que nós temos ali são essas pessoas que deixaram de fazer essas atividades e vão fazer outras. Vão plantar, vão tentar tocar a vida. Então nós precisamos olhar para essas pessoas, para quitar para eles uma forma, uma alternativa também”, concluiu.

 

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