Lideranças Mura declaram que buscam autonomia e indicam conflito com decisões judiciais

Lideranças indígenas Mura expressam descontentamento com decisões judiciais sobre a exploração de potássio em Autazes, no Amazonas.
Redação O Poder
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A decisão recente do Ministério Público Federal e da Justiça Federal do Amazonas de suspender o licenciamento ambiental da empresa Potássio do Brasil, em Autazes, a 110 km de Manaus, está em desacordo com as declarações das lideranças indígenas Mura que residem na Aldeia Terra Preta, na região florestal do município de Autazes.

Em uma entrevista exclusiva concedida ao programa “Conversa Política com Álvaro Corado”, lideranças Mura, como Kleber Mura, expressaram seu descontentamento com a atuação do Ministério Público Federal (MPF) e da Justiça Federal. Segundo eles, as medidas das autoridades legais estão indo em desencontro com a vontade da comunidade indígena.

“Eu acredito que chegou a hora de a gente caminhar com as nossas próprias pernas. Nós somos capazes. Porque tem gente que diz por aí que a gente não é capaz. Nós somos capazes”, afirmou Kleber Mura durante a entrevista, destacando a busca pela autonomia e capacidade de decisão da comunidade em relação ao seu futuro.

Indicando uma controvérsia sobre a exploração de potássio em Autazes, a Justiça Federal decidiu, na última quinta-feira (16), suspender o licenciamento ambiental e qualquer avanço na implantação do empreendimento da empresa Potássio do Brasil em Autazes, a 110 km de Manaus. A decisão foi motivada por alegações de irregularidades no projeto e preocupações com o risco de conflitos e mortes para o povo Mura.

A entrevista completa, que será exibida no próximo domingo (26) no programa “Conversa Política”, promete revelar mais detalhes sobre as perspectivas e argumentos das lideranças Mura.

 

 

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