Morte de preso do 8 de janeiro amplia pressão por CPI do STF e impeachment de Alexandre de Moraes

Morte de preso do 8 de janeiro intensifica críticas ao ativismo judicial e cobra ações do STF e do Congresso.
Redação O Poder
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Após a morte de Clériston Pereira da Silva, um preso do 8 de janeiro, houve uma onda de indignação que impulsionou ações de enfrentamento ao ativismo judicial.

Parlamentares discutem protestos, impeachment do ministro Alexandre de Moraes e a possível criação de uma CPI para investigar abusos do Supremo Tribunal Federal (STF).

A morte do preso “patriota”, associada à negligência e abuso da Corte, aumentou a pressão sobre Moraes, atual recordista de pedidos de impeachment no Senado.

Mais de 50 parlamentares da oposição exigem esclarecimentos do STF sobre o caso. Deputados da oposição buscam assinaturas para a CPI do Abuso de Autoridade e pressionam pelo impeachment de Moraes, mas esbarram no poder decisório de Rodrigo Pacheco, presidente do Senado.

Preso do 8 de janeiro morreu após recomendações terem sido ignoradas por Alexandre de Moraes

Na manhã desta segunda-feira (20), Clériston Pereira da Silva, um dos detentos relacionados ao incidente de 8 de Janeiro, faleceu nas dependências da Papuda aos 45 anos. O autodenominado ‘patriota’ possuía comorbidades decorrentes da COVID-19, conforme atestado por laudos médicos. A defesa alegou, em três petições ao STF, que essas condições justificavam a substituição da prisão preventiva pela domiciliar, citando o artigo 318, II, do CPP. A Procuradoria-Geral da República (PGR) emitiu, em setembro, parecer favorável à liberdade provisória, somada a medidas cautelares, mas as recomendações foram ignoradas pelo ministro relator dos inquéritos, Alexandre de Moraes.

Outro detento, Geraldo Filipe, preso por suposta depredação de prédios públicos sem evidências conclusivas, também teria recebido aval da PGR para responder em liberdade. No entanto, essa recomendação foi desconsiderada por Moraes, levando a tensões e a uma tentativa de ‘rebelião’ na Papuda.

A advogada Tanielly Telles de Camargo, representante de Geraldo Filipe, lamentou o ocorrido, afirmando que a morte de Clériston era uma “tragédia anunciada”. Ela destacou a revolta dos detentos, sujeitos a forte represália, e questionou a resposta do sistema judicial diante das condições de saúde e das recomendações da PGR.

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