Pará: seca ameaça vidas indígenas e líderes denunciam urgência ignorada pelos governantes

Seca no Pará ameaça comunidades indígenas, e líderes cobram ações urgentes do governo para garantir segurança alimentar e recursos hídricos.
Redação O Poder
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

Na esteira da estiagem no Pará, o governador Helder Barbalho e o presidente Lula enfrentam críticas por contradições em suas abordagens sobre mudanças climáticas. Apesar de promoverem a imagem de sustentabilidade do estado, a realidade nos territórios revela uma crise humanitária, com escassez de água, alimentos e logística para assistência.

Desde outubro, organizações indígenas, comunitárias, e órgãos como ICMBio, FUNAI e MPF unem esforços para garantir a segurança alimentar por meio de cestas básicas. No entanto, essas iniciativas vão além de suas atribuições, evidenciando a ausência de ações emergenciais do Estado.

Apesar dos esforços de ICMBio e FUNAI, algumas regiões inacessíveis por via fluvial necessitam de apoio aéreo, especialmente das autoridades estaduais. A seca, além de isolar aldeias, cria extensas praias, complicando as entregas.

“A crise climática está matando os territórios e os (as) parentes (as). Apenas discursos bonitos não resolvem problemas reais! Exigimos ações imediatas para preservar nossos territórios e vidas.” – cita texto do Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns, que representa sociopoliticamente 14 povos do Baixo Tapajós. As declarações são compartilhadas pela Apib – Articulação dos Povos Indígenas do Brasil.

A falta de resposta efetiva do Estado tem levado os movimentos a buscar soluções próprias, expondo a gravidade da crise climática. O texto destaca a urgência de ações concretas diante dos desafios reais enfrentados pelos territórios e suas comunidades.

https://www.instagram.com/p/Cz4izyJpRMj/?utm_source=ig_web_button_share_sheet&igshid=MzRlODBiNWFlZA==

Carregar Comentários