A Procuradoria Geral da República (PGR) apresentou denúncia ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra o governador do Acre, Gladson Cameli, e outras 12 pessoas, acusando-os de causarem prejuízos de quase R$ 11,7 milhões aos cofres públicos. As investigações, iniciadas em 2019 através da Operação Ptolomeu, concentram-se na contratação da empresa Murano Construções LTDA.
O subprocurador-geral Carlos Frederico Santos solicitou o afastamento imediato de Gladson Cameli, alegando que ele lidera uma suposta organização criminosa. Caso a denúncia seja aceita, os crimes imputados incluem organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraude a licitação.
A investigação apontou irregularidades na contratação da Murano Construções LTDA, que teria recebido R$ 18 milhões dos cofres públicos para obras de engenharia viária e de edificação. Entre os denunciados estão a esposa e dois irmãos do governador, empresários, funcionários públicos e indivíduos que teriam atuado como “laranjas”.
A empresa também é associada ao irmão do governador, Gledson Cameli, que teria pago propina a Gladson Cameli, ultrapassando R$ 6,1 milhões. Os pagamentos de propina teriam sido efetuados através da quitação de parcelas de um apartamento em São Paulo e de um carro de luxo.
A PGR propôs o bloqueio cautelar de bens dos denunciados no valor de R$ 12 milhões, visando assegurar a reparação ao erário em caso de condenação. Os pedidos aguardam análise da ministra Nancy Andrighi, relatora do caso no STJ.