Sem mencionar agressão, novo corregedor do TCE-AM Josué Neto elogia postura de Yara Lins

Novo corregedor do TCE-AM elogia postura de Yara Lins sem mencionar a suposta agressão sofrida pela conselheira.
Redação O Poder
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

O novo corregedor do Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM), conselheiro Josué Cláudio Neto, utilizou uma citação de uma escritora norte-americana para elogiar a postura de Yara Lins, sem especificar a suposta agressão sofrida pela nova presidente da Corte de Contas pelo conselheiro Ari Moutinho Júnior.

Durante a solenidade de posso dos novos dirigentes do órgão, Josué Cláudio, como é citado pelos colegas destacou:

“Por isso, a escritora norte-americana Maya Angelou tenha dito, abre aspas, Toda vez que uma mulher se defende, sem nem perceber, sem qualquer pretensão, esta mulher defende todas as demais mulheres, fecha aspas.”

A citação destaca a força e a solidariedade entre as mulheres diante dos desafios, refletindo a importância de apoiar umas às outras.

Entenda

O conselheiro Ari Moutinho Filho foi acusado de agredir verbalmente a conselheira Yara Lins durante uma sessão do TCE em 20 de outubro. Yara Lins relatou que Moutinho a empurrou e a insultou, chamando-a de “vagabunda” e “safada”. A conselheira registrou a denúncia na Polícia Civil e revelou à imprensa.

Versões conflitantes

Ari Moutinho negou veementemente as acusações, afirmando que apenas se defendeu de uma tentativa de agressão por parte de Yara Lins. O incidente gerou repercussão na mídia e na sociedade civil, que clamou pela punição do conselheiro. No entanto, o processo disciplinar movido no TCE-AM pela conselheira foi arquivado posteriormente.

Arquivamento do processo

O TCE-AM formalizou o arquivamento do processo disciplinar contra Ari, publicando a decisão no Diário Oficial em 13 de novembro. A justificativa para o arquivamento baseou-se na falta de observância dos pressupostos de admissibilidade e na ausência de indícios de autoria, bem como na falta de provas inequívocas da materialidade.

Medida cautelar

Vale destacar que, em 26 de outubro, o conselheiro Júlio Assis Corrêa Pinheiro havia decidido monocraticamente pelo afastamento de Moutinho do cargo, como medida cautelar para evitar que os conselheiros envolvidos no caso tivessem contato nas atividades, prevenindo potenciais conflitos futuros.

Carregar Comentários