O Tribunal de Justiça do Estado de Roraima (Tj-RR) decidiu manter a prisão temporária do ex-senador Telmário Mota. Ele foi detido por suspeita de ordenar o assassinato da mãe filha dele, que chegou a acusá-lo de estupro antes das eleições, em 2022. Antônia Araújo de Souza, que na época tinha 52 anos, foi assassinada três dias antes de depor na mesma investigação. O ex-senador mantém negação de envolvimentos nos dois delitos.
Decisão
A ordem judicial recente, que não define um prazo específico de detenção, baseou-se na possibilidade de que a liberdade do acusado prejudicasse as investigações, dada a influência política de Mota. Ele já havia expressado conhecimento sobre as ações tomadas contra ele e a gravidade da acusação de estupro contra sua filha. A decisão anterior, emitida em 8 de novembro, estabelecia uma detenção de 30 dias. A nova determinação mantém medidas cautelares e inclui uma tornozeleira eletrônica para Cleidiane Gomes da Costa, amiga do ex-senador suspeita de colaborar na vigilância da vítima. Também permanecem detidos na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, em Roraima:
– Harrison Nei Correa Mota, apelidado de Ney Mentira, sobrinho do ex-senador e suspeito de arquitetar o crime;
– Leandro Luz da Conceição, acusado de realizar o disparo que resultou na morte de Antônia.
Na quinta-feira, 14, Telmário Mota foi levado da prisão para depor por quase três horas na sede do Draco (Distrito de Repressão às Ações Criminosas Organizadas), onde negou as acusações antes de ser reconduzido à prisão.