Saiba quem é Adail Pinheiro, o ex-prefeito condenado por corrupção e abuso sexual infantil

Ex-prefeito condenado por exploração sexual de menores e desvio de verbas públicas se reúne com moradores de Coari (AM) e faz discursos políticos.
Redação O Poder
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O ex-prefeito de Coari (AM), Adail Pinheiro, se reuniu com moradores do município na semana de Natal e fez discursos políticos, mesmo após condenação por exploração sexual de menores e corrupção. Em um vídeo que circulou nas redes sociais, Pinheiro faz declarações, entre elas de que  “não adianta tentar deturpar as coisas, confundir a cabeça da população. Esse aqui é Adail Pinheiro que voltou, que gosta do povo”,  e ainda prometeu um cartão de Natal aos moradores.

Em novembro de 2014, Adail Pinheiro foi condenado pela Justiça do Amazonas a uma pena de 11 anos e dez meses de prisão por crimes relacionados à prostituição e exploração sexual de menores. Em janeiro de 2017, ele recebeu um indulto presidencial, estabelecido durante o governo de Michel Temer, o que resultou na extinção de sua pena. O indulto foi concedido pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam) com apoio do Ministério Público do Amazonas (MPAM).

Posteriormente, em setembro de 2021, o Tjam rejeitou um pedido de Adail para anular sua condenação. Ele argumentava que o juiz Rafael Romano, que o havia condenado, não era imparcial devido à sua própria condenação por crimes sexuais. No entanto, os magistrados, liderados pelo desembargador Abraham Peixoto Campos Filho, consideraram o pedido de Adail improcedente.

Investigações e relatos, incluindo uma série de reportagens do programa Fantástico, da TV Globo, revelaram o envolvimento de Adail em um esquema de exploração sexual de menores. A Operação Vorax da Polícia Federal, iniciada em 2008, também apontou Adail e seus aliados políticos como participantes em um esquema de desvio de mais de R$ 46 milhões da Prefeitura de Coari.

Além disso, Adail foi condenado pela Justiça Federal em 2010 a mais de 57 anos de prisão por uma série de crimes, incluindo desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro. Ele e outros 28 acusados foram identificados como parte de um esquema de fraude em licitações e desvio de recursos na Prefeitura de Coari.

Adail também enfrenta condenações no Tribunal de Contas da União por irregularidades em prestações de contas, inclusive na educação. Em maio de 2022, ele foi condenado a devolver fundos ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação devido a irregularidades no Programa Nacional de Transporte Escolar. Em 2014, o Tribunal Superior Eleitoral cassou seus direitos políticos, e um pedido para a recuperação desses direitos foi negado em junho do mesmo ano.

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