Vereadores do local arrombaram o portão e a porta da sede na Câmara Municipal de Marajá do Sena, no Maranhão, nesta terça-feira (09), alegando a necessidade de realizar uma sessão extraordinária para votar a ata da última sessão antes do recesso parlamentar. O ato foi realizado utilizando uma serra elétrica pelo vereador Willame Chaves (Democratas), que liderou a ação para possibilitar a entrada dos demais parlamentares.
A justificativa para tal ação, segundo os vereadores envolvidos, gira em torno de questões relacionadas à Lei Orçamentária Anual (LOA) e a uma ata de assinaturas que supostamente desapareceu. Em 8 de dezembro do ano passado, uma votação sobre o novo valor da LOA foi realizada, propondo um valor de R$ 49 milhões a pedido do prefeito. No entanto, essa proposta foi rejeitada pela maioria, estabelecendo o valor em R$ 44 milhões. Os vereadores de oposição afirmam que a ata da reunião não foi feita nem assinada e afirmam que o livro de atas foi escondido dentro de um fogão.

Além disso, há alegações de que a única chave do prédio está em posse do presidente da Câmara, Bismarque de Moura, e que apesar da marcação da reunião extraordinária, eles encontraram o local fechado ao chegarem. Esse episódio não é o primeiro ato de vandalismo contra a Câmara, visto que anteriormente, o vereador Antônio Pereira também quebrou o cadeado do prédio para realizar uma reunião.
Moura, por sua vez, explicou que existe uma comissão para lidar com questões durante o recesso e enfatizou que a convocação de reuniões extraordinárias é uma prerrogativa da presidência, que não ocorreu neste caso. O Departamento Jurídico da Câmara classificou a sessão como inviável e está buscando medidas legais para investigar os crimes de dano ao patrimônio e usurpação de função pública.
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