Em uma declaração em vídeo publicado nas redes sociais, o presidente estadual do Partido Liberal (PL) no Amazonas, Alfredo Nascimento, expressou arrependimento por ter sido aliado da esquerda, mais precisamente com o Partido dos Trabalhadores (PT).
Alfredo Nascimento se referiu, principalmente, a impedimentos que teve e a falta de autonomia para concretizar projetos importantes, como a reconstrução da BR-319, quando foi Ministro dos Transportes.
“Eles constroem narrativas e fazem inteiramente diferente. Se eu soubesse que eu teria esses impedimentos todos, que eu não teria a autonomia que disseram que eu teria para fazer a BR-319, eu jamais teria saído de Manaus e teria sido Ministro de Transportes.”, declarou. “Entendemos que aliança com partido de esquerda não leva a nada. Então a gente tem que admitir erros.”, acrescentou.
O político também lembrou a sua decisão na votação para o impeachment da então presidente Dilma Rousseff em 2016. Ele era presidente nacional do Partido da República (PR), que foi um partido da base do governo de Dilma. Alfredo contrariou o antigo PR ao apoiar a destituição de Dilma da presidência. Diante do risco de perder o mandato de deputado federal, renunciou à presidência do partido para votar pela saída da petista do governo.
“Eu também entendia que ela não tinha mais condições de governar.”, observou.
O antigo Partido da República (PR) atualmente é o Partido Liberal (PL). Alfredo também comentou a mudança de postura do partido e o avanço que alcançou.
“Nosso partido é hoje um outro partido, é um partido que cresceu muito. A vinda do Bolsonaro para o partido transformou o nosso partido no maior partido do país. O segmento de direita, é quem acredita em Deus, que preserva a família, que defende o direito de ir e vir, um partido que tem lógicas, um partido que tem o que dizer para a população.”, concluiu.