O senador Sérgio Moro, do partido União Brasil-PR, afirmou não temer uma investigação relacionada a um inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a pedido da Procuradoria Geral da República (PGR) e da Polícia Federal (PF). O inquérito envolve eventos ocorridos quase 20 anos atrás e está relacionado a um acordo de delação premiada que alega o uso de grampos ilegais em autoridades públicas e empresários.
“Não temo qualquer investigação, pois sempre agi com correção e com base na lei para combater o crime, mas lamento a abertura de inquérito sobre fatos de quase 20 anos atrás e ao qual minha defesa não teve acesso, com base nas fantasias confusas de um criminoso condenado e sem elementos que as suportem.”, escreveu em uma rede social o ex-juiz e hoje senador.
A PGR alega que Moro teria instruído o empresário Tony Garcia a monitorar juízes e desembargadores do Tribunal de Justiça do Paraná, protegidos por foro de prerrogativa de função. O acordo teria sido firmado em 2004 com o Ministério Público. A investigação, autorizada pelo ministro Dias Toffoli do STF em 19 de dezembro, está sob sigilo.
Tony Garcia afirma que o pedido incluía também o acompanhamento de conselheiros do Tribunal de Contas do Estado e ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele alega que Moro o teria forçado a monitorar pessoas não relacionadas ao caso em que era investigado, envolvendo fraudes no Consórcio Garibaldi, do qual era sócio, devido à extensa rede de contatos mantida por Garcia.