Maria do Carmo Seffair rompe com Arthur Neto para consolidar identidade

Pré-candidata à prefeitura de Manaus pelo Partido Novo busca consolidar sua própria identidade política, rompendo com o ex-prefeito Arthur Neto.
Redação O Poder
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A  pré-candidata à prefeitura de Manaus pelo Partido Novo, Maria do Carmo Seffair, esclareceu que não possui qualquer vinculação política para as eleições 2024 com o ex-prefeito Arthur Neto (PSDB) e destacou sua busca por uma identidade política própria. As declarações foram feitas no programa ‘Boa Noite, Amazônia‘, nesta sexta-feira (26). Seffair não apenas reforçou sua independência, mas também apresentou suas propostas políticas para a cidade.

Ao abordar sua decisão de se afastar das relações políticas pré-existentes, ela considerou que o cenário político no momento pedia essa postura. “Eu e meu marido, nós temos assim, uma relação de amizade profunda com o Arthur, um respeito enorme ao legado político que ele tem, mas eu disse que se tem uma coisa que eu quero é ter a minha identidade como política”, afirmou.

A pré-candidata ressaltou a importância de construir uma plataforma baseada em suas próprias convicções, afastando-se de influências externas para garantir a autenticidade de suas propostas. Ela aproveitou o espaço para apresentar suas visões e projetos para Manaus e criticou a falta de inovação e a necessidade de um planejamento de longo prazo.

“Nós temos um projeto que vai integrar, inclusive pra revitalizar nosso centro histórico, vai focar isso na estrutura urbana, requalificação do centro histórico, revitalização ambiental e mobilidade urbana. Isso aí tá contido os principais problemas daqui de Manaus. E a gente precisa fazer um reordenamento urbano, a gente precisa abrir novas vias, a gente precisa criar alternativas de transporte. Hoje o transporte não é utilizado pela população porque ele é precário. Tem que ter novas vias”, considerou.

Busca por um ‘vice’

Seffair informou que ainda busca completar a chapa. Ela considera encontrar alguém com valores semelhantes e uma visão alinhada para a cidade. A desigualdade presente em Manaus e a necessidade de pensar em um ‘Estado e município menores’, considerando a realidade local. O candidato(a) deve ter um pensamento pré-estabelecido, de uma abordagem aberta e alinhada aos interesses da população. Além disso, deve seguir a linha ideológica de direita defendida pela pré-candidata.

“Os valores têm que ser iguais. É típico de pensar também em um Estado menor, município menor, claro que a gente não pode, não pode esquecer, em uma sociedade como a gente vive aqui em Manaus, a desigualdade é gritante. Nós temos um índice de pobreza absurdo aqui, o que contrasta com a riqueza do município. Então, assim, nós temos que ter pessoas que sejam realmente, pelo menos a gente tem que pensar, caminhar na mesma direção. O que a gente quer, de fato, para Manaus? Porque às vezes a pessoa já entra com o pensamento alterado. Então isso é um perigo, né? Eu penso que nós temos que evoluir. Eu quero usar a minha experiência como empresária para trazer para o público tudo o que… Porque gestão é gestão, não importa de onde é, é público ou privado. Então a gestão é a mesma. O uso e a utilização dos recursos é o que é diferente. Eu sinto que para a administração pública é dever, que para nós é poder. Eu posso ir lá? Não, ali eu devo ir. Presta conta. Eu quero que a pessoa tenha essa mesma linha de pensamento”, concluiu.

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