A conversa utilizada pela Polícia Federal para sugerir o envolvimento do vereador Carlos Bolsonaro em uma estrutura paralela na Abin (Agência Brasileira de Inteligência) apresenta um print de WhatsApp datado de 11 de outubro. Neste print, uma assessora de Carlos envia o nome de uma delegada da Polícia Federal e números de inquéritos que supostamente envolvem a família do ex-presidente.
No entanto, o diálogo é datado de 2022, quando Alexandre Ramagem já não era mais diretor-geral da Abin. Ramagem havia deixado o cargo seis meses antes para concorrer a deputado federal. A conversa também indica que ocorreu entre o primeiro e o segundo turno da última eleição presidencial.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, menciona em sua decisão que o pedido de ajuda foi feito ao “então diretor-geral da Abin”, mas não fica claro se a mensagem foi diretamente para Ramagem ou através de sua assessora, Priscilla Pereira e Silva. A Procuradoria-Geral da República afirma que a mensagem foi enviada diretamente para Ramagem, enquanto a defesa de Carlos Bolsonaro sustenta que foi através de sua assessora.