Um dos alvos da Operação Tempus Veritatis, o ex-comandante da Marinha, almirante Almir Garnier Santos, confirmou ter sido surpreendido por policiais federais em sua casa, na manhã desta quinta-feira (8), quando teve celular e documentos apreendidos.
Em mensagem enviada em lista de transmissão do aplicativo WhatsApp, o militar disse que a “situação política” no Brasil o levou a ser acordado pela PF e pediu orações por ele e pelo País.
Prezados amigos, participo que face a situação política de nosso país, fui acordado em minha casa hoje, as 6h15m da manhã, pela Polícia Federal. Estando acompanhado apenas do Espírito Santo, em virtude de viagem da minha esposa. Levaram meu telefone e papéis de projetos que venho buscando atuar na iniciativa privada. Peço a todos que orem pelo Brasil e por mim. Continuamos juntos na fé, buscando sempre fazer o que é certo, em nome de Jesus”
Por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Teribunal Federal (STF), a PF deflagrou a nova operação nesta quinta-feira (8).
A operação da Polícia Federal inclui buscas contra outros membros do PL, ex-ministros e ex-assessores do ex-presidente Jair Bolsonaro, com mandados de prisão preventiva, busca e apreensão, e medidas cautelares contra mais de vinte alvos.
A defesa de Bolsonaro, representada pelo advogado Fabio Wajngarten, criticou a ação como “totalmente descabida” e questionou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, de confiscar o passaporte do ex-presidente. Bolsonaro concordou em entregar seu passaporte e ordenou que um auxiliar alvo da mesma operação retornasse a Brasília.
A acusação é de tentativa de golpe de Estado.