Parlamentares da oposição criticaram duramente a Operação Tempus Veritatis, deflagrada pela Polícia Federal, que tem como alvo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo eles, a ação seria uma tentativa de “assassinato de reputação” e “dizimar a oposição conservadora”.
Carlos Jordy, líder da oposição na Câmara dos Deputados, afirmou que o Brasil estaria vivendo um “estado de exceção” e que a PF estaria agindo sem amparo legal e sem evidências mínimas para justificar as diligências. Ele destacou que as ações estariam sendo realizadas para promover o “assassinato de reputação de Bolsonaro e seus aliados”.
A ex-ministra do governo Bolsonaro, senadora Damares Alves, expressou indignação com a situação, afirmando que não estava surpresa, pois já conhecia o funcionamento do que ela chamou de “mecanismo”. Ela ressaltou que muitos não acreditavam quando falavam sobre isso, mas agora estavam vendo acontecer.
O deputado federal Eduardo Bolsonaro também se pronunciou, relembrando que após a “super live” da família, a casa do ex-presidente já havia sido alvo de um mandado de busca e apreensão. Ele criticou o fato de que, na sua opinião, a política do Brasil estaria sendo conduzida pelo Supremo Tribunal Federal.
Ubiratan Sanderson, outro deputado federal, afirmou que as buscas e apreensões realizadas pela PF não teriam fundamento e seriam feitas para constranger, intimidar e humilhar militares e aliados de Bolsonaro. Ele enfatizou que não se buscavam provas, mas sim calar e perseguir o ex-presidente e seu entorno.
Em meio à operação, o ex-presidente Bolsonaro também foi alvo da PF, com medidas restritivas aplicadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, incluindo a proibição de deixar o Brasil e a entrega do passaporte.
No total, a operação abrangeu 33 mandados de busca e apreensão, quatro mandados de prisão preventiva e 48 medidas cautelares diversas da prisão, com alvos em diversos estados do país.
A acusação é de tentativa de golpe de Estado.