Apoio pelo impeachment de Lula dispara e pedido é protocolado, enquanto Amom aguarda no gabinete

Pedido de impeachment de Lula é protocolado após declarações controversas do presidente sobre Israel.
Redação O Poder
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A declaração controversa de Lula (PT), na qual comparou o direito de defesa de Israel ao de Adolf Hitler, em meio aos ataques terroristas do Hamas, provocou um aumento no apoio ao pedido de impeachment contra o presidente, na Câmara dos Deputados. Como resultado, na noite desta quinta-feira (22), o pedido de destituição do presidente foi protocolado com 140 assinaturas.

Durante o lançamento da sua pré-candidatura à prefeitura de Manaus, na manhã desta sexta-feira (23), o deputado federal Amom Mandel (Cidadania) foi questionado sobre por que não assinou o requerimento. Ele alegou que nenhum deputado trouxe o pedido de assinatura ao seu gabinete até o momento. Quando questionado se ele assinaria, o deputado respondeu que sua decisão dependeria da análise da fundamentação do pedido. Ele também mencionou que existem pedidos fundamentados na Câmara que podem levar ao impeachment do presidente, mas expressou incerteza sobre a fundamentação específica desse pedido.

“Existe um processo legislativo complexo e nenhum deputado chegou até nós ainda com o pedido de assinatura no gabinete. Mas o senhor vai assinar? Depende da análise, eu preciso ver a fundamentação desse pedido. Existem pedidos fundamentados na Câmara dos Deputados que podem levar ao impeachment do presidente, mas eu não sei se esse especificamente tem a fundamentação.”, argumentou.

Porém, Amom não foi o único deputado federal pelo Amazonas a não aderir ao requerimento.

Dos oito deputados federais da bancada do estado, sete não assinaram o pedido pelo impeachment do presidente Lula na Câmara do Deputados, com base em acusações de inaugurar uma crise diplomática com Israel.

O único a assinar foi o deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM). “Agora é avançar, para que o pedido seja pautado pelo presidente da Câmara e vamos seguir lutando para que seja aprovado e possamos devolver a ordem e o progresso ao nosso país! Foram falas irresponsáveis e desprezíveis do Presidente do Brasil, contra o povo do Israel.”, disse Alberto Neto em publicação em uma rede social.

Não assinaram

Amom Mandel (Cidadania)

Adail Filho – (Republicanos)

Átila Lins – (PSD)

Saullo Vianna – (UB)

Sidney Leite – (PSD)

Silas Câmara – (Republicanos)

Pauderney Avelino (União Brasil)

Repudiou mas não assinou

Nas redes sociais, Amon Mandel expressou seu repúdio às palavras do presidente, declarando: “Totalmente desnecessárias e graves as declarações do presidente Lula sobre Israel. Dizer que as ações militares de Israel na faixa de Gaza configuram um genocídio e ainda fazer um paralelo com o extermínio de judeus promovido por Adolf Hitler é mais que um erro diplomático, é uma aberração.”, disse ele em uma rede social. Porém, não aderiu ao requerimento em Brasília.

Este pedido de destituição tem a maior adesão parlamentar já registrada até o momento, superando o recorde anterior estabelecido durante o processo contra Dilma Rousseff (PT) em 2016, que contou com 124 assinaturas.

Durante coletiva, a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), mentora da iniciativa, enfatizou que o pedido de impeachment não é ideológico, mas fundamentado em um crime de responsabilidade supostamente cometido pelo presidente. Ela argumentou que ao criticar Israel, o petista estaria expondo o Brasil ao terrorismo e desestabilizando as relações internacionais.

Nesta sexta, a deputada publicou em uma rede social:

“A lista só cresce, Brasil. Na noite de ontem, 22/02, protocolamos o pedido de impeachment contra lula e de ontem para hoje, mais quatro deputados pediram para assinar e terão seus nomes incluídos no pedido na segunda-feira, data marcada para o aditamento. Então ainda dá tempo! Conversem com seus deputados, que ainda não estão nesta lista dos 144, e peçam que assinem o pedido!”

 

 

 

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