Movimentos de esquerda e sindicatos planejaram um ato para 23 de março, em 27 capitais do país, para pedir a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, porém analistas acreditam que eles dificilmente conseguirão mobilizar tantas pessoas.
O deputado federal Gustavo Gayer expressou ceticismo sobre a capacidade da esquerda de atrair um grande público, como aconteceu no ato patriótico com Bolsonaro no dia 25 de fevereiro na Avenida Paulista, em São Paulo (SP).
“Estou torcendo para que eles tentem. Eu ajudo até na divulgação, faço questão. Eles não vão encher nem meio quarteirão”, disse.
Uma estratégia da esquerda é dispersar os protestos por várias capitais para evitar comparações diretas com o ato pró-Bolsonaro, que reuniu uma multidão na Paulista.
Analistas observam que a esquerda, focada em agendas identitárias, está em desvantagem em comparação com a agenda mais universalista da direita, representada por Bolsonaro. A manifestação pró-Bolsonaro deixou a esquerda “acuada”, pois demonstrou a força de mobilização da direita.