CPI da Semcom está a 4 assinaturas da instalação na Câmara de Manaus

Vereadores buscam instalar CPI para investigar suposto esquema de corrupção na Secretaria Municipal de Comunicação de Manaus.
Redação O Poder
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Aumentou significativamente na Câmara Municipal de Manaus (CMM) o apoio à proposta de CPI da Semcom (Secretaria Municipal de Comunicação) para investigar o suposto pagamento de propina pela pasta a um portal de notícias.

Segundo o vereador William Alemão, um dos proponentes da investigação na Casa Legislativa Municipal, o requerimento alcançou 10 das 14 assinaturas necessárias para a implementação da CPI.

“Acredito que até a próxima quarta-feira (27), consigamos alcançar 13 ou até mesmo 14 assinaturas. Com isso, daremos início à CPI”, afirmou o vereador.

Esta semana, um dos principais tópicos de discussão tem sido a demanda pelo afastamento do Secretário de Comunicação, Israel Conte. A oposição argumenta que sua permanência no cargo poderia comprometer a integridade das investigações em curso.

“Hoje, há uma investigação em andamento na Polícia Civil sobre o crime de corrupção. É um crime de caixa 2, desvio público, e improbidade administrativa. Por isso, continuo endossando a necessidade de afastamento. Se o secretário, com todas as provas analisadas, continuar no cargo, quem garante que ele não tentará intervir para que tudo termine sem consequências? A casa não pode se curvar a isso”, comentou William Alemão.

O depoimento do motorista envolvido no caso tem sido um ponto de virada crucial. Os vereadores envolvidos com o pedido de CPI da Semcom reforçam que ele confirmou a autenticidade do vídeo que desencadeou o escândalo.

“É importante lembrar que dinheiro vivo jamais deveria ter saído da secretaria. Na semana passada, o secretário esteve nesta tribuna e nesta casa, mostrando um laudo estranho que já foi refutado pela testemunha que gravou o vídeo, afirmando claramente que o vídeo é real”, concluiu Alemão.

Na semana anterior, o secretário da Semcom compareceu à CMM e apresentou um laudo de perícia realizado por uma empresa de Maringá, no Paraná, apontando que o vídeo em questão teria sido manipulado para desgastar a administração municipal.

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