Na última quarta-feira (10), o Brasil atingiu um recorde histórico de mortes por dengue desde 2000, registrando 1.256 óbitos, ultrapassando os 3 milhões de casos prováveis da doença. A última marca havia sido de 1.179 mortes em 2023, com mais 1.857 óbitos em investigação. A expectativa é que, no pior cenário, os casos possam chegar a 4,2 milhões, conforme a secretária de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Ethel Maciel.
Em 18 de março, os casos já haviam batido recorde, ultrapassando 1,8 milhão de diagnósticos confirmados, superando o maior número anterior em 2015, com 1,6 milhão. São Paulo lidera em óbitos (250), seguido pelo Distrito Federal (234), Minas Gerais (206), Paraná (119) e Goiás (99), que juntos acumulam 72% das mortes.
Comparado ao mesmo período do ano passado, as mortes mais que dobraram, de 411 em 2023. O Distrito Federal registra a maior taxa de incidência, seguido por Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Goiás, totalizando 56% dos casos.
A faixa etária mais afetada é de 20 a 29 anos, com mais de 573 mil casos, representando quase 1/5 do total, sendo as mulheres a maioria afetada (55,3%).