A pouco menos de 6 meses para as eleições municipais de 2024, o deputado federal Amom Mandel (Cidadania) e o Executivo municipal, liderado por David Almeida (Avante), fizeram esquentar o clima político em Manaus, neste sábado (13). Conforme pesquisas, os dois estão no topo da liderança na corrida eleitoral para a prefeitura da capital.
Neste final de semana, o deputado e a prefeitura trocaram denúncias envolvendo a coleta de lixo na cidade.
Tudo começou quando Amom promoveu a retirada de uma grande quantidade de lixo de igarapé e tentou realizar o descarte no Aterro Sanitário da capital. Nas redes sociais, Amom Mandel afirmou que sua entrada e a de uma equipe de voluntários foram barradas no local. Por fim, o lixo foi deixado em frente ao aterro sanitário.
Posteriormente, a prefeitura de Manaus emitiu um comunicado afirmando que apresentaria uma denúncia contra o parlamentar à Polícia Federal por “prática de crime ambiental”. Logo em seguida, a prefeitura apenas comunicou que apresentaria uma denúncia contra o parlamentar por crime ambiental em coletiva de imprensa na administração do aterro sanitário. “Neste sábado, o deputado despejou um caminhão de lixo na rua, em frente ao aterro sanitário da cidade, sem qualquer justificativa legal para a prática do crime ambiental, afrontando a legislação vigente.”
Na coletiva estiveram presentes o secretário municipal de Limpeza Pública, Sabá Reis, e o secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Antonio Stroski.
Sabá Reis não poupou críticas a Amom Mandel, acusando-o não apenas de invadir o espaço e desrespeitar os trabalhadores locais, especialmente os garis que arriscam suas vidas diariamente, mas também de mentir. Ele destacou: “O que ele fez hoje aqui foi uma mulecagem”, enfatizando que o deputado agiu de forma irresponsável ao interferir nos procedimentos regulares da administração.
Além disso, o secretário apontou que Amom tentou politizar a situação, aproveitando-se das recentes chuvas e acúmulo de lixo nos igarapés para ganho político, ignorando os procedimentos estabelecidos para a entrada de resíduos no local. Ele afirmou: “Ele achava que isso aqui é casa da mãe Joana, e aqui ele topou e não entrou”, demonstrando sua indignação com a atitude do deputado.
Segundo Sabá Reis, a interferência do deputado resultou em interrupções no acesso de veículos e causou transtornos significativos ao serviço público, prejudicando a rotina da cidade. O secretário alertou que Amom terá que responder pelas suas ações, destacando que “aqui tem ordem, aqui tem lei”.
O secretário enfatizou: “E pelo que você está me dizendo, ele já é mentiroso”. Nesse momento, o secretário respondia a pergunta de um jornalista que informou para Sabá Reis que Amom afirmou que seguiu orientações de funcionários para deixar o lixo na via pública em frente ao aterro sanitário.
O secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Antonio Stroski, destacou que a conduta do jovem político em descartar resíduos de forma irregular às margens de uma rodovia constitui uma violação grave das normas ambientais e das leis municipais. Ele ressaltou que qualquer indivíduo que realiza esse tipo de descarte irregular está sujeito a punições administrativas e criminais.
O secretário enfatizou que a prefeitura está tomando todas as medidas necessárias para lidar com essa infração, tanto no âmbito administrativo quanto no criminal. Ele esclareceu que o descarte irregular de lixo na via pública é equiparado a qualquer outra irregularidade e que as consequências serão as mesmas para o deputado como para qualquer pessoa que cometa esse tipo de infração.
Amom rebate
O deputado Amom também se dirigiu para o aterro sanitário e se manifestou aos jornalistas. O parlamentar não poupou críticas aos secretários municipais de Manaus em sua resposta às acusações de crime ambiental e desordem pública.