CGU identifica irregularidades em obra que beneficiou ministro do governo Lula

Relatório da CGU aponta irregularidades em obra que beneficiou ministro do governo Lula, levantando suspeitas de desvio de recursos públicos.
Redação O Poder
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Um relatório divulgado pela Controladoria-Geral da União (CGU) aponta que o atual ministro das Comunicações, Juscelino Filho, do partido União Brasil, enquanto exercia o cargo de deputado federal, teria direcionado R$ 7,5 milhões em emendas parlamentares para obras de pavimentação de uma estrada que beneficia diretamente terrenos pertencentes à sua família.

De acordo com o documento, que foi acessado pelo jornal Folha de São Paulo, cerca de 80% do trecho pavimentado conecta-se diretamente a propriedades de Juscelino e de seus familiares na cidade maranhense de Vitorino Freire, somando 18,6 quilômetros de extensão.

Os restantes 20% da obra, que correspondem a 4,5 quilômetros, atravessam cinco povoados locais. No entanto, o relatório critica que esta parte da estrada não proporciona uma conexão efetiva com a rodovia estadual nem com o centro do município mais próximo, levantando questionamentos sobre a relevância pública da intervenção.

Além das suspeitas de benefício pessoal, a Polícia Federal investiga o ministro por sua possível participação em uma organização criminosa que desvia recursos públicos através da estatal Codevasf, sob a gestão municipal de sua irmã, Luanna Rezende, também filiada ao União Brasil.

A empresa responsável pela execução da obra, a Construservice, também está sob investigação da Polícia Federal. Até o momento, já foram repassados R$ 2 milhões à construtora, mas a CGU detectou indícios de que uma parcela desses recursos pode estar sendo desviada. Com isso, a Codevasf já contabiliza um prejuízo estimado em R$ 736.268,54 relacionado à pavimentação dessa estrada.

Este caso levanta sérias preocupações sobre a integridade de políticas públicas e a alocação de recursos federais, especialmente em um contexto onde a transparência e a probidade administrativa são essenciais para a confiança pública no sistema político.

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