Gonçalves é membro do grupo Prerrogativas e contou com o apoio do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para essa importante indicação. Com essa escolha, Lula optou por deixar de lado o nome de Adriano Costa Avelino, advogado pessoal de Lira, que também estava entre os nomes cogitados para ocupar essa posição. Além de Avelino, a sergipana Rosilene Morais também estava na lista tríplice considerada para a vaga.
É importante ressaltar que a decisão de Lula acontece em um momento de tensão entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional, especialmente após o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), ter suspendido, a pedido do governo e contra a vontade dos parlamentares, a desoneração da folha de pagamento.
Nos bastidores, houve uma série de considerações contra Avelino, incluindo o fato de que ele havia defendido anteriormente a ideia de uma “guilhotina” para Lula e a ex-presidente Dilma Rousseff.
Em março de 2016, Avelino publicou em suas redes sociais: “Mas antes, é preciso cortar a língua para que parem de latir”. Essa declaração certamente pesou na decisão final de Lula em sua escolha para o Tribunal Superior do Trabalho.