Nova presidente da Petrobras promete rentabilidade e sustentabilidade em coletiva

Nova presidente da estatal promete equilíbrio entre rentabilidade e compromisso com sustentabilidade.
Redação O Poder
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A engenheira Magda Chambriard, recém-empossada como presidente da Petrobras, sinalizou nesta segunda-feira (27) uma postura favorável ao setor privado e aos investidores da estatal em sua primeira coletiva de imprensa desde que assumiu o cargo. Chambriard enfatizou que “o objetivo da Petrobras é ser rentável, sem deixar de ser sustentável”.

Convicta da lucratividade futura da empresa, Chambriard destacou a importância de manter um diálogo aberto com os acionistas públicos e privados. “Vamos respeitar a lógica empresarial”, afirmou repetidamente, ao abordar o pagamento de dividendos aos investidores da Petrobras.

A nova presidente também destacou a necessidade de manter a estabilidade do mercado interno. “A Petrobras sempre funcionou acompanhando uma tendência de preços internacionais. Ora um pouquinho mais alta, ora um pouquinho mais baixa. O que é altamente indesejado é trazer para a sociedade brasileira uma instabilidade de preços todos os dias. A Petrobras sempre zelou por esta estabilidade”, avaliou.

Comentando sobre a recente política de preços de combustíveis, Chambriard relembrou as promessas do presidente Lula durante sua campanha eleitoral de ajustar os preços dos combustíveis ao mercado nacional. Ela explicou que a nova política, adotada em maio do ano passado, representou o fim do Preço de Paridade Internacional (PPI), vigente há seis anos. Essa prática anterior vinculava os preços internos aos valores do mercado internacional, gerando recordes na distribuição de dividendos aos acionistas. No modelo atual, a Petrobras continua considerando o mercado internacional, mas incorpora referências do mercado interno.

Magda Chambriard expressou honra ao assumir a presidência da Petrobras, recordando o início de sua carreira na empresa aos 22 anos e sua trajetória pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), onde foi diretora-geral entre 2012 e 2016.

“Eu entrei nessa empresa num dia que eram produzidos 187 mil barris de petróleo por dia. Então acompanhei e fiz parte da campanha para 200 mil barris, para 500 mil barris, para um milhão de barris. Enquanto estava na ANP, embora já estivesse fora da empresa, participei da descoberta do pré-sal”, rememorou.

Chambriard enfatizou que o principal desafio da Petrobras é garantir a segurança energética do país, enquanto enfrenta a transição energética. Ela reforçou o compromisso da empresa de zerar as emissões de carbono até 2050. “O objetivo é ser rentável, sem deixar de ser sustentável”, reafirmou, convicta de que a Petrobras será lucrativa e continuará a buscar um equilíbrio entre os interesses dos acionistas públicos e privados.

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