“Vou combater a corrupção como nenhum político mais velho fez”, afirma Amom

Deputado federal Amom Mandel, de apenas 23 anos, declara sua determinação em combater a corrupção e confrontar a 'velha política' em Manaus.
Redação O Poder
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Em entrevista à ISTOÉ, o deputado federal Amom Mandel (Cidadania) declarou sua determinação em confrontar os hábitos da chamada “velha política” e reafirmou seu compromisso de combater a corrupção. Aos 23 anos, o parlamentar lançou sua pré-candidatura à prefeitura de Manaus em fevereiro deste ano e tem enfrentado críticas de rivais devido à sua idade.

“Eu tenho 23 anos, sim, e vou me dedicar a enfrentar nossos problemas e a corrupção como nenhum dos políticos mais velhos fez até hoje na história dessa cidade”, enfatizou.

Segundo o deputado, a atual gestão municipal boicota suas iniciativas, como a mais recente, relacionada à não submissão de projetos no Edital Participativo de Emendas Orçamentárias, lançado de forma inovadora para diversificar o apoio a projetos no Amazonas.

“Na Câmara de Vereadores de Manaus, fui uma forte oposição e realizava diversas denúncias de irregularidades. Isso fez com que eu sofresse boicote. Essas coisas me impulsionaram nacionalmente e consegui o mandato de deputado federal. Achei que as coisas seriam diferentes, mas continuei a enfrentar a mesma situação. Eu abro editais para destinar recursos a Manaus, mas os gestores municipais simplesmente boicotam e decidem não submeter os projetos”, relatou.

Recentemente, o pré-candidato, que nas pesquisas emerge como principal concorrente do prefeito David Almeida (Avante), visitou Florianópolis (SC) e Recife (PE) para conhecer boas práticas e adotar no seu plano de governo.

“A cidade de Florianópolis tem o programa de inclusão escolar e o que eles chamam de ‘multi-hospital’, uma unidade de saúde feita 100% com verbas municipais (que também conta com parceria público-privado) que possui programas dedicados ao atendimento da população neurodivergente. Podemos nos espelhar nesses projetos e fazer algo parecido em Manaus”, afirmou.

Amom também compartilhou que sua trajetória na política partidária começou após a perda de um tio, que não conseguiu ser adequadamente atendido em um hospital público e acabou falecendo.

“Ele foi socorrido e levado de ambulância para um hospital público, mas a unidade de saúde não tinha medicamentos nem suporte adequado. Foi nesse momento que decidi sair da política social e entrar na política partidária”, explicou.

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