Durante o evento CPAC Brasil 2024, Fernando Holiday, vereador da cidade de São Paulo, discursou sobre a “senzala ideológica” e a tentativa da esquerda de aprisionar os negros na era moderna. Holiday iniciou sua fala agradecendo aos organizadores e se dirigiu ao público, destacando que falaria como historiador, não como político.
“Eu vim falar como historiador. Sobre um dos pontos, aliás, que me levou pra política, que é justamente um negócio chamado senzala ideológica. É esse assunto que me levou a escrever um livro, que, inclusive, está disponível aqui na livraria hoje, que é o ‘Senzala Ideológica à Escravidão do Negro no Século XXI’.”
História da senzala ideológica
Holiday explicou o conceito de “senzala”, descrevendo-a como o local onde os escravos eram mantidos para facilitar o controle e evitar fugas. Ele traçou um paralelo com a “senzala ideológica”, onde as pessoas negras são aprisionadas em um espaço ideológico, sofrendo retaliações caso se desviem das expectativas da esquerda. Ele citou exemplos pessoais, como quando foi chamado de “Capitãozinho do Mato nazista” por Ciro Gomes, devido à sua posição contra as cotas raciais e seu conservadorismo.
“A senzala ideológica é a tentativa de colocar todas as pessoas negras em um espaço, mas um espaço ideológico. Se você sai um milímetro dele, você já pode ser xingado de todas as formas.”
Ocultação da história
O vereador abordou como a esquerda reinterpreta a história e omite figuras negras que não se alinham com seus princípios. Ele mencionou personalidades como André Rebouças, engenheiro que venceu pelos próprios méritos, sem precisar de cotas, e José do Patrocínio, jornalista e abolicionista que, por ser próximo da monarquia, foi esquecido pela história oficial. Holiday também destacou Luiz Gama, que libertou mais de 600 escravos atuando como advogado, e a Frente Negra Brasileira, um movimento que incentivava a independência econômica dos negros.
“Por que a esquerda não fala de André Rebouças? Porque André Rebouças venceu pelos próprios méritos. André Rebouças não precisou de cotas. André Rebouças não defendeu uma revolução. André Rebouças era conservador, acreditava em Deus e defendia a família.”
Crítica às cotas raciais
Holiday criticou as cotas raciais, afirmando que a verdadeira razão pela qual muitos negros não conseguem entrar na universidade é a má qualidade da educação, influenciada por Paulo Freire e o marxismo. Ele argumentou que, enquanto a educação não melhorar, as cotas raciais e outros discursos de inclusão social não resolverão o problema.
“A verdade é que o verdadeiro problema não pode ser vencido pela esquerda porque foram eles que criaram esse problema.”
Caminho para a liberdade
O vereador elogiou o falecido professor Olavo de Carvalho por abrir os olhos de muitos brasileiros e reconheceu Jair Bolsonaro como o primeiro presidente a tratar todos os brasileiros de forma igual, sem segmentação racial. Ele destacou a importância de figuras como Hélio Lopes e Sérgio Camargo, negros conservadores que defendem a família e temem a Deus, como exemplos do verdadeiro espírito brasileiro.
“Sem Olavo de Carvalho não conheceríamos diversos autores e não teríamos chegado onde chegamos.”
Holiday concluiu seu discurso afirmando que o Brasil é um país miscigenado e que a verdadeira vitória contra a senzala ideológica virá com o orgulho da diversidade e a resolução dos problemas reais. Ele citou Martin Luther King, sonhando com um país onde as pessoas sejam julgadas pelo caráter e não pela cor da pele.
“Precisamos ter orgulho de quem nós somos. Somos um país miscigenado, misturado, diverso. É isso que nos faz ser quem somos e precisamos ter orgulho disso.”