Executivos da Âmbar Energia, vinculada ao Grupo J&F dos irmãos Joesley e Wesley Batista, realizaram secretamente 17 reuniões com autoridades do Ministério de Minas e Energia entre junho de 2023 e maio de 2024, sem registro na agenda oficial.
Estes encontros precederam a emissão de uma medida provisória assinada pelo presidente Lula (PT) em 13 de junho, beneficiando um negócio da Âmbar na energia elétrica, cujo custo seria repassado aos consumidores brasileiros por até 15 anos.
Governo Lula salva negócio dos irmãos Batista às custas dos consumidores
Tanto o ministério quanto a Âmbar afirmam que os encontros não discutiram a medida provisória, mas não divulgaram os temas tratados.
Segundo informações do jornal Estado de S. Paulo, os executivos da Âmbar realizaram encontros reservados com o ministro Alexandre Silveira, o secretário-executivo Arthur Cerqueira, o secretário nacional de Energia Elétrica , Gentil Nogueira, e o ex-secretário-executivo da pasta Efrain Cruz.
A falta de transparência levantou críticas, especialmente da deputada Adriana Ventura (Novo-SP), que questionou a integridade do processo.