Durante uma entrevista ao programa ‘Fiscaliza Geral’ nesta terça-feira (9/7), o vereador Sassá da Construção Civil (PT) abordou a polêmica envolvendo as emendas parlamentares destinadas ao Instituto Doctor D. A controvérsia surgiu após a destinação de R$ 12 milhões para a instituição, que sugerem dúvidas sobre a transparência e a legitimidade desses repasses.
Sassá explicou que destinou R$ 2,7 milhões para reformas de creches e colégios. “Quando a gente destina emendas, a gente não sabe qual é a procedência, porque, por lei, qualquer um pode receber emenda parlamentar. Como você falou agora aí, sobre a emenda para creche, colégio, reforma, eu mandei dois milhões e setecentos para reforma de creche, colégio”, afirmou.
Defendendo a alocação ao Instituto Doctor D, o vereador mencionou a importância dos serviços oferecidos pela instituição, especialmente cirurgias demandadas pelos trabalhadores. “Eu não posso dar cirurgia para ninguém, mas pelo Instituto eles podem ir lá fazer. Só que quem tem que fiscalizar esses institutos todos, não é só um, não é o Sassá, é o poder público, é a justiça, quem vai ver se é legal ou não”, declarou.
Sassá também mencionou que a única informação que possuía sobre o instituto era que ele atendia ‘deputados estaduais’ e que recebia emendas de vários parlamentares. Com base nessa informação e nas necessidades dos trabalhadores, ele decidiu destinar R$ 1 milhão ao instituto. “Eu realmente coloquei R$ 1 milhão de reais ao instituto lá. Ele atende pessoas da construção civil e atende muitas pessoas. Com consulta de vista, cataratas, óculos, ele faz vários procedimentos”, explicou.
O vereador ressaltou a importância de uma fiscalização adequada por parte do poder público e da justiça para garantir a legalidade e a transparência dos repasses destinados às instituições beneficiadas pelas emendas parlamentares.