Acordo para proteger UEA é aprovado com costura protagonizada por Amom Mandel

Acordo para proteger financiamento da Universidade Estadual do Amazonas é aprovado após negociação liderada pelo deputado Amom Mandel.
Redação O Poder
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Em vídeo que circula nas redes sociais nesta noite de quarta-feira (10), mostra o deputado federal Amom Mandel (Cidadania), em discussão com a presidência na Câmara dos Deputado, durante a votação da Reforma Tributária. O parlamentar, também, é pré-candidato a Prefeitura de Manaus, protagonizou uma cena para ter o seu tempo de fala na tribuna, no objetivo de falar dos impactos da reforma tributária fariam na simplificação dos impostos, comprometendo, não apenas algumas das esferas econômicas no Norte, mas especialmente, o financiamento dos campis da Universidade Estadual do Amazonas (UEA), espalhados nos 62 municípios do Amazonas.

Após extensa negociação, foi incluído um artigo que prevê o direcionamento de 1,5% do faturamento do Polo Industrial de Manaus (PIM) à universidade. As atividades da universidade estadual são quase 100% financiadas pelos provimentos do PIM, por conta do decreto estadual da Secretaria de Estado da Fazenda do Amazonas (Sefaz), de 2023.

“Não entender que a contrapartida fiscal, no caso da Zona Franca de Manaus, faz parte de uma cadeia de desenvolvimento social na qual a educação do povo amazonense é uma das principais frentes, é realmente desprezar um estado. A UEA significa uma oportunidade de crescimento para muitos no nosso estado. Esse é um modelo de financiamento que em 10 anos já repassou R$ 4,7 bilhões para a formação dos amazonenses. É um ensino de qualidade que estaria ameaçado”, declarou.

O artigo 451-A do texto garantiu que haja “contribuição de contrapartida semelhante àquelas existentes em 31 de dezembro de 2023, desde que destinadas ao financiamento do ensino superior, ao fomento da micro, pequena e média empresa e da interiorização do desenvolvimento”. Esse último item assegura que outras iniciativas também sejam amparadas, como o Festival de Parintins, sendo um evento responsável por desenvolver o interior amazonense. Em 2024, gerou uma receita em torno de R$ 160 milhões na economia do estado.

Resultado

A bancada do Norte selou a inclusão de mais um dos nove pontos sinalizados pelos deputados federais do Amazonas que seriam prejudiciais ao Amazonas. Depois de um dia de dificuldade no diálogo, uma reunião, realizada por volta das 16h, com o relator, Reginaldo Lopes (PT-MG) e o secretário extraordinário do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, foi definido a inclusão dos artigos 451-A e 446.
Um segundo parecer foi escrito minutos antes do início da votação e lido por Lopes na tribuna. Os parlamentares do Amazonas seguem ainda em discussão para reaver outros pontos que implicam na economia industrial do Estado.
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