Nesta quarta-feira (31), o grupo terrorista palestino Hamas confirmou a morte de seu líder máximo, Ismail Haniyeh, em um ataque em Teerã, Irã. O ataque ocorreu após Haniyeh participar da cerimônia de posse do novo presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, em 30 de julho. O Hamas descreveu o ataque como uma ação “traidora” e acusou Israel de ser responsável. No entanto, as autoridades israelenses ainda não confirmaram a realização de qualquer ataque em Teerã nem a morte de Haniyeh. A Guarda Revolucionária do Irã confirmou a morte de Haniyeh e de um de seus guarda-costas.
Ismail Haniyeh residia no Catar desde 2019 e perdeu cerca de 60 familiares, incluindo três filhos, três netos e uma irmã, em ataques israelenses desde outubro passado. A morte de Haniyeh ocorre pouco depois da confirmação por Israel da eliminação de Fuad Shukr, chefe militar do grupo terrorista libanês Hezbollah, em retaliação ao ataque que matou 12 crianças em Majdal Shams, nas Colinas de Golã, no sábado, 27 de julho.
Haniyeh nasceu em 1962 no campo de refugiados de Al Shati, na Faixa de Gaza, e formou-se em Literatura Árabe pela Universidade Islâmica de Gaza em 1987. Entrou para o Hamas em 1997, foi eleito primeiro-ministro palestino em 2006 e liderou a Faixa de Gaza de 2012 a fevereiro de 2017. Em 6 de maio de 2017, foi eleito presidente do Bureau Político do Hamas, sucedendo Khaled Mashal, e desde 2019 vive no Catar.