Após decisão do TCU sobre relógio de Lula, Bolsonaro quer fim do caso das joias

Após decisão sobre relógio de Lula, Bolsonaro busca arquivar caso das joias recebidas durante seu mandato.
Redação O Poder
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O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu recentemente que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não precisa devolver um relógio que recebeu durante seu primeiro mandato (2003-2006). Essa decisão está sendo utilizada pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para solicitar o arquivamento do inquérito das joias que ele é acusado de desviar.

Os advogados de Bolsonaro argumentam que há uma “similitude fática” entre os casos e que a decisão do TCU deve ser aplicada a qualquer Presidente da República, incluindo Bolsonaro. O pedido de arquivamento foi enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que conduz a investigação.

Bolsonaro é acusado pela Polícia Federal de desviar joias e relógios de luxo da Presidência, avaliados em R$ 6,8 milhões. A defesa sustenta que, por “isonomia”, o TCU deve reconhecer que ele não cometeu irregularidades ao ficar com os presentes, e que a mesma interpretação deve ser válida tanto na esfera administrativa quanto na penal.

Lula expressou irritação com a decisão do TCU, interpretando-a como uma manobra para facilitar a absolvição de Bolsonaro. A decisão do TCU foi tomada por maioria de votos, e os ministros decidiram que a Corte não pode obrigar os presidentes a devolver presentes recebidos durante o mandato até que o Congresso aprove uma lei específica que reconheça esses itens como bens públicos.

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