De acordo com a Folha de S.Paulo, o gabinete de Moraes combinou informalmente com o TSE a produção de relatórios para embasar ações contra bolsonaristas no inquérito das fake news. Áudios vazados no escândalo “Vaza Toga” indicam que assessores de Moraes expressaram preocupação sobre a legitimidade do método usado para obter informações e elaborar relatórios fora do rito formal.
O juiz Airton Vieira, que atua no STF, pediu a Eduardo Tagliaferro do TSE para identificar e relatar as atividades de manifestantes. As postagens, que incluíam informações sobre o evento e o hotel onde os ministros estavam hospedados, foram monitoradas. Vieira solicitou relatórios rápidos e simples para fundamentar ações e bloqueios contra manifestantes.
Entre os alvos estavam o bolsonarista Filipe Sabará, o empresário Alessandro Lucio Boneares e o cantor gospel Davi Sacer. Tagliaferro expressou preocupações sobre o impacto de ações contra Sacer, mas Vieira insistiu que o pedido vinha diretamente de Moraes. O monitoramento também focou em Carla Zambelli e Allan dos Santos, este último foragido nos EUA.
Às 19h do dia 15 de novembro, Vieira ordenou levantamentos sobre o que Zambelli e Allan dos Santos estavam publicando sobre o evento. Tagliaferro, com um tom irônico, mencionou dificuldades em rastrear as postagens, e Vieira reafirmou a necessidade de relatórios específicos sobre esses alvos.