Debate é marcado por trocas de ofensas e falta de propostas concretas para Manaus

Debate entre candidatos à prefeitura de Manaus é marcado por trocas de ofensas e falta de propostas concretas para a cidade.
Redação O Poder
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Na manhã desta segunda-feira (26/8), a TV Norte Amazonas promoveu um debate com seis candidatos à prefeitura de Manaus: Amom Mandel (Cidadania), Alberto Neto (PL), Gilberto Vasconcelos (PSTU), Marcelo Ramos (PT), Roberto Cidade (União Brasil) e Wilker Barreto (Mobiliza). O evento foi marcado por um clima tenso, com diversas trocas de críticas e poucas discussões sobre propostas concretas para a cidade. O atual prefeito, David Almeida, justificou sua ausência alegando outros compromissos.

O debate começou com Alberto Neto questionando Roberto Cidade sobre um possível aumento do IPTU, semelhante ao que ocorreu com o IPVA em 2022. Cidade, que preside a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), foi criticado por Neto, que o chamou de “marionete do governador”. Em sua resposta, Cidade defendeu suas ações no legislativo e rebateu as acusações.

Amom Mandel também protagonizou momentos de tensão ao acusar Marcelo Ramos de mentir sobre as obras do governo Lula em Manaus. Marcelo respondeu que Amom estava “agressivo” e criticou a postura de Cidade e Alberto Neto, que, segundo ele, estavam mais focados em ataques do que em propostas.

A ausência do prefeito David Almeida foi mencionada por Alberto Neto, que afirmou que o “prefeito foge do debate como o bandido foge da polícia”. No segundo bloco, Amom trouxe uma laranja ao palco, sugerindo que a candidatura de Wilker Barreto era uma forma de beneficiar Roberto Cidade. Wilker, por sua vez, acusou Amom de ser omisso na fiscalização da saúde em Manaus, equiparando-o a Cidade e Alberto.

Marcelo Ramos prometeu retomar o atendimento domiciliar para idosos, enquanto Wilker Barreto sugeriu a criação de uma farmácia móvel para levar medicamentos a idosos cadastrados no sistema da prefeitura. No terceiro bloco, Wilker também propôs a criação de um fundo municipal de educação, alimentado por 10% da arrecadação de impostos municipais, que poderia chegar a R$ 1 bilhão em quatro anos, destinado à manutenção e expansão da educação infantil.

Apesar das discussões acaloradas, o debate teve poucos momentos voltados à apresentação de propostas, sendo marcado principalmente pelas críticas e ofensas entre os candidatos. No último bloco, Alberto Neto chamou Amom de “garoto mimado”, encerrando o evento em um clima de tensão.

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