A Polícia Federal (PF) decidiu indiciar o deputado federal André Janones (Avante-MG) nesta quinta-feira, 12 de setembro, no inquérito que investiga supostas “rachadinhas”. Segundo o relatório da PF enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), Janones é descrito como o “eixo central” da suposta atividade criminosa. Ele foi indiciado pelos crimes de associação criminosa, peculato e corrupção passiva. Também foram indiciados dois ex-assessores de Janones pelos mesmos crimes.
O caso foi aberto em dezembro de 2023 e está sob a relatoria do ministro Luiz Fux no STF. A decisão da PF contraria a posição do deputado federal e candidato à Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos (Psol), que em junho de 2024 arquivou o inquérito no Conselho de Ética da Câmara que pedia a cassação do mandato de Janones. Boulos, então relator do inquérito, alegou falta de justa causa para o avanço do processo.
A confusão em torno do caso foi exacerbada durante uma sessão onde Janones e o deputado Nikolas Ferreira (PL) se desentenderam, resultando em troca de ofensas e ameaças físicas.
As suspeitas contra Janones surgiram após áudios em que ele discutia o uso de salários de assessores para cobrir despesas de campanha. Em janeiro de 2024, a PF solicitou a quebra dos sigilos fiscais e bancários de Janones para investigar possíveis irregularidades. Em fevereiro de 2024, o ministro Luiz Fux autorizou a quebra de sigilos também de assessores e ex-assessores do deputado.