O candidato à prefeitura de Coari, Raione Cabral Queiroz, teve sua prisão preventiva decretada após descumprir medidas cautelares que lhe garantiram liberdade provisória. O político havia sido flagrado jogando dinheiro para apoiadores em um ato público e, após a audiência de custódia, foi liberado sob condições impostas pela Justiça Eleitoral. As medidas incluíam a proibição de sair da comarca de Coari, comparecimento periódico à Justiça, proibição de frequentar locais públicos e de se manifestar nas redes sociais, além do pagamento de fiança.
No entanto, o Ministério Público Eleitoral (MPE) apresentou provas de que Raione desrespeitou quase todas essas medidas. Em um evento público, ele não apenas violou a proibição de estar em locais públicos, mas também desafiou abertamente as ordens judiciais, afirmando que continuaria sua campanha apesar das restrições.
Diante da reincidência, o juiz Hercílio Tenório de Barros Filho decretou a prisão preventiva do candidato, citando a ameaça à ordem pública e ao processo eleitoral. Em sua decisão, o juiz determinou que o mandado de prisão seja cumprido 48 horas após o fim das eleições, em respeito à legislação eleitoral.
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