Em relação à BR-319, Fausto Júnior destacou avanços na rodovia durante o governo Bolsonaro, como a obtenção da licença prévia e a realização de audiências públicas. Ele criticou a atual gestão do Ministério do Meio Ambiente, sob Marina Silva, por dificultar o andamento do projeto.
O parlamentar ressaltou que, apesar do compromisso feito pelo presidente Lula durante visita a Manaus e da criação de um grupo de trabalho favorável à pavimentação pelo Ministério dos Transportes, ONGs alinhadas politicamente com o grupo da ministra Marina Silva têm judicializado o processo e criado obstáculos para a concessão de licenças. Como resposta, foi criada uma frente parlamentar em defesa da rodovia, considerada vital para reduzir o isolamento do Amazonas e de Roraima.
Sobre a Reforma Tributária, o deputado detalhou seus impactos na Zona Franca de Manaus. Segundo ele, embora a PEC inicial protegesse as vantagens competitivas do Amazonas, a regulamentação aprovada na Câmara trouxe prejuízos ao modelo. O parlamentar destacou que, apesar de alguns êxitos, como a proteção à UEA e ao FTI, a bancada amazonense votou contra a regulamentação por considerá-la prejudicial à Zona Franca. A batalha agora segue para o Senado, onde há otimismo pela relatoria estar com um senador amazonense.
Quanto à eleição para a presidência da Câmara, Fausto Júnior destacou a força do União Brasil, terceira maior bancada, com 59 parlamentares. Na entrevista, ele questionou a aproximação “estranha” entre PT e PL e alertou sobre fake news no processo. O parlamentar defendeu que, até fevereiro, seu partido manterá o foco em pautas como menor carga tributária, Zona Franca e BR-319.
Sobre o desempenho do União Brasil nas eleições municipais, o parlamentar ressaltou que, apesar das derrotas em Manaus e Parintins, o partido é a maior força política do estado, com expressiva presença na Assembleia Legislativa e na Câmara Municipal de Manaus, além de ter o maior número de prefeitos e vereadores no interior. Fausto enfatizou que o foco agora é trabalhar e entregar resultados à população até 2026.