Brasil reage a ameaças da Venezuela e critica tom “ofensivo” do governo Maduro

Brasil critica tom 'ofensivo' de autoridades venezuelanas e reafirma respeito à soberania dos países vizinhos.
Redação O Poder
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O governo brasileiro emitiu nota nesta sexta-feira (1) criticando as recentes manifestações hostis das autoridades venezuelanas, incluindo uma postagem agressiva contra o presidente Lula feita pela Polícia Nacional Bolivariana (PNB) na quinta-feira (31).

No comunicado, o Itamaraty expressou “surpresa” com o tom “ofensivo” adotado pela Venezuela em relação ao Brasil e seus símbolos nacionais. “A opção por ataques pessoais e escaladas retóricas, em substituição aos canais políticos e diplomáticos, não corresponde a forma respeitosa com que o governo brasileiro trata a Venezuela e o seu povo”, destaca o texto.

O Brasil também esclareceu que seu interesse no processo eleitoral venezuelano se justifica por ser testemunha dos Acordos de Barbados, que preveem eleições na Venezuela no segundo semestre de 2024, com acompanhamento da União Europeia, Centro Carter e ONU. A nota reafirma o compromisso brasileiro com o princípio da não intervenção e o respeito à soberania dos países vizinhos.

Confira a nota na Íntegra:

Manifestações de autoridades venezuelanas sobre o Brasil, o governo brasileiro constata com surpresa o tom ofensivo adotado por manifestações de autoridades venezuelanas em relação ao Brasil e aos seus símbolos nacionais. A opção por ataques pessoais e escaladas retóricas, em substituição aos canais políticos e diplomáticos, não corresponde a forma respeitosa com que o governo brasileiro trata a Venezuela e o seu povo. O Brasil sempre teve muito apreço ao princípio da não intervenção e respeita plenamente a soberania de cada país em especial a dos seus vizinhos. O interesse do governo brasileiro sobre o processo eleitoral venezuelano decorre, entre outros fatores, da condição de testemunha dos Acordos de Barbados, para o qual foi convidado, assim como para o acompanhamento do pleito de 28 de julho. O governo brasileiro segue convicto de que parcerias devem ser baseadas no dialogo franco, no respeito as diferenças e no entendimento mútuo.

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