Poucos dias após ser reeleito, o prefeito de Manaus, David Almeida, aprovou um reajuste de 3% na Unidade Fiscal do Município (UFM), base de cálculo para impostos e taxas municipais. O valor da UFM subiu de R$ 139,82 para R$ 145,37, conforme o Decreto nº 6.021 publicado no Diário Oficial do Município (DOM) em 31 de outubro, e passa a valer em 1º de janeiro de 2025.
A decisão afeta diretamente o bolso dos manauaras, uma vez que a UFM é usada para calcular tributos como o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), o Imposto sobre Serviços (ISS) e taxas como alvarás de construção. A Secretaria Municipal de Finanças (Semef) justificou o aumento com base na inflação, citando uma variação de 3,9% do Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC) entre novembro de 2023 e setembro de 2024.
No entanto, críticos questionam a decisão e o momento de sua implementação. O reajuste logo após a reeleição de Almeida é visto por alguns como insensível, especialmente em um cenário econômico já pressionado, em que empresas e famílias enfrentam dificuldades financeiras. Apesar da justificativa de acompanhar a inflação, o aumento levanta dúvidas sobre o impacto desse reajuste na renda da população e na economia local.
O novo valor da UFM promete reforçar a arrecadação do município, mas também exige que a gestão municipal demonstre capacidade de traduzir esse aumento em melhorias reais para a cidade.