Os recentes casos de violência sexual contra crianças em Manaus foram amplamente repudiados por deputados da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) durante a Sessão Ordinária desta terça-feira (5/11). Os parlamentares manifestaram indignação e cobraram mais rigor nas punições dos envolvidos.
O deputado estadual João Luiz (Republicanos) iniciou os discursos enaltecendo o trabalho da rede de proteção à infância e mencionando os casos que chocaram a população. “Nesta terça-feira, um sujeito de 27 anos dopou e abusou da enteada de 10 anos no bairro Alvorada. Já está em investigação, sendo denunciado pela mãe da criança. Ontem, num shopping da cidade, outro sujeito foi pego fazendo gestos sexuais para uma criança de cinco anos em uma loja de departamentos,” relatou o parlamentar.
A deputada Alessandra Campelo (Podemos) também se manifestou, lembrando um caso semelhante ocorrido no ano passado. “Este caso do shopping não é o primeiro. Teve também no ano passado o caso que aconteceu na loja Renner. Neste último, a população ficou revoltada e agrediu o homem, que está preso. Ainda bem que a justiça entendeu que ele deve ser afastado da sociedade. No caso Renner, o estuprador já está solto”, declarou Campelo, alertando para as dificuldades das crianças em denunciar. “É um crime silencioso em que um adulto precisa ficar sabendo para denunciar, senão vai passar impune”, destacou a parlamentar.
A deputada Joana Darc (UB) repudiou o caso do abuso contra uma criança autista não verbal de quatro anos, também mencionado nas redes sociais e noticiado pela imprensa desde o fim de semana. “Infelizmente, a legislação é falha, e daqui a pouco eles estarão soltos. A violência aconteceu com uma criança que não pode nem falar, nem se defender”, lamentou Darc.
Por sua vez, a deputada Débora Menezes (PL) reforçou a necessidade de que adultos estejam atentos ao comportamento das crianças. “A criança, quando está com um abusador, muitas vezes está com alguém que considera de confiança. Por isso, as pessoas que estão ao redor têm de ser as primeiras a denunciar ao primeiro sinal e primeira desconfiança. A população precisa estar atenta e denunciar para que o ciclo da violência não se perpetue”, afirmou Menezes.
Os parlamentares enfatizaram a urgência de medidas mais severas e contínuas para proteger a infância no estado, apontando que a ação coletiva é essencial para interromper esses ciclos de violência.
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