Horas após o presidente Yoon Suk-yeol decretar uma lei marcial de emergência na Coreia do Sul, a Assembleia Nacional invalidou a medida por unanimidade. Dos 300 parlamentares, 190 participaram da votação, todos contrários à norma. O presidente do Parlamento, Woo Won-sik, anunciou que Yoon deve suspender imediatamente a lei marcial.
A medida foi declarada em pronunciamento televisivo nesta terça-feira (3), sob a justificativa de que grupos comunistas ligados à oposição, com apoio da Coreia do Norte, estariam planejando uma “rebelião”. Yoon afirmou que o objetivo era “erradicar forças pró-Coreia do Norte e proteger a ordem constitucional de liberdade”.
A lei marcial, usada durante a Guerra da Coreia (1950-1953), permite controle militar sobre a administração pública, suspensão de direitos civis, toques de recolher e restrições à liberdade de expressão e reunião. Yoon acusou a oposição, liderada pelo Partido Democrático, de tentar inviabilizar seu governo após a aprovação de cortes no orçamento e pedidos de impeachment de autoridades do Estado.
A oposição rebate, acusando o presidente de usar a tensão com a Coreia do Norte para consolidar poder. Em resposta à medida, o ministro da Defesa, Shin Won-sik, convocou os comandantes militares e ordenou estado de alerta máximo.