Neste domingo (8), rebeldes sírios anunciaram a deposição de Bashar al-Assad, após conquistarem o controle de Damasco, a capital do país. O ditador foi forçado a fugir, encerrando o regime autoritário da família Assad, que durava mais de cinco décadas.
A queda de Assad representa um golpe significativo na influência da Rússia e do Irã na Síria, países que foram seus aliados ao longo dos anos. Segundo os rebeldes, a entrada na capital foi sem resistência por parte do exército sírio. Milhares de civis tomaram as ruas para celebrar, com gritos de “Liberdade”. Alguns manifestantes invadiram o Palácio Presidencial Al-Rawda, levando móveis e festejando a derrota do governo.
Abu Mohammed al-Golani, líder rebelde, afirmou que não há mais volta e declarou: “O futuro é nosso”, conforme relatado pela Reuters. Essa virada rápida de eventos gerou preocupações sobre uma instabilidade crescente na região, já agravada pelos ataques do Hamas a Israel e pela guerra em Gaza.
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu atribuiu a queda de Assad ao ataque de Israel contra o Irã e o Hezbollah, enquanto o presidente francês Emmanuel Macron celebrou o fim do que chamou de “estado bárbaro” na Síria.
Agora, com a vitória rebelde, os novos líderes sírios enfrentam o grande desafio de reconstruir o país, devastado por mais de 13 anos de guerra civil que resultaram em centenas de milhares de mortes e na destruição de cidades inteiras. A Síria permanece dividida em várias facções, com interesses conflitantes. Além disso, há o risco do retorno do Estado Islâmico, que já havia dominado amplas áreas da Síria e do Iraque.
O governo dos Estados Unidos acompanha de perto os acontecimentos, mas ainda não alterou sua postura em relação às tropas presentes no país. Bashar al-Assad não se pronunciou desde a ofensiva e fugiu da capital.