TJAM é destaque nos resultados do Programa Solo Seguro Amazônia 2024

Tribunal de Justiça do Amazonas se destaca nos resultados do Programa Solo Seguro Amazônia 2024, entregando 18 mil títulos de propriedade no ano.
Redação O Poder
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O Tribunal de Justiça do Amazonas destacou-se nos resultados do Programa Solo Seguro Amazônia 2024, implantado segundo o Provimento n.º 144/2023 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estabelece, no âmbito do Poder Judiciário, o Programa Permanente de Regularização Fundiária na Amazônia Legal, institui a Semana Nacional de Regularização Fundiária e dá outras providências.

Segundo dados do CNJ, durante o ano de 2024 foram entregues na região amazônica 55 mil títulos, que beneficiaram 38 mil famílias. O TJAM foi o Tribunal com o maior número de títulos entregues: 18 mil, seguido pelo Tribunal de Justiça do Mato Grosso, com 13 mil títulos.

O presidente do TJAM, desembargador Jomar Fernandes – que nos dois últimos anos exerceu o cargo de corregedor-geral de Justiça do Tribunal e esteve na coordenação das ações do Solo Seguro no Amazonas – disse que o resultado alcançado foi fruto de uma ampla parceria institucional articulada pela Corregedoria, envolvendo Governo do Estado, Prefeituras, Cartórios Extrajudiciais e outros órgãos, como o Instituto Nacional de Colonização Agrária (Incra).

“A regularização fundiária é uma questão estratégica para o País e, especialmente na Amazônia, um problema gigantesco a ser enfrentado. Nos últimos dois anos, alinhado às diretrizes da Corregedoria Nacional de Justiça, que instituiu o Programa Solo Seguro, o Poder Judiciário do Amazonas buscou dar a sua contribuição para a regularização de terras com a respectiva concessão dos títulos de propriedade. E foi um trabalho exitoso, como demonstram os dados do CNJ. Temos, no entanto, a clareza de que este programa ainda tem enormes desafios e, como presidente do TJAM, uma das minhas primeiras medidas foi a criação do Observatório de Acompanhamento e Realização da Regularização e Governança Fundiária, Sustentabilidade e Meio Ambiente, por meio do qual pretendemos continuar fazendo um acompanhamento minucioso dessa temática, além de apoiar todas as ações da CGJ/AM no âmbito do programa”, afirmou Jomar Fernandes.

Amazônia

No ano de 2024, ainda conforme o CNJ, foram desenvolvidas na Amazônia Legal 45 ações para a regularização fundiária, dentre as quais 24 atividades de entregas de títulos, seis seminários/fóruns, duas capacitações, um workshop e outras 12 ações diversas. O TJAM desenvolveu seis ações para promover a regularização fundiária.

No Amazonas, uma dessas ações promovidas foi a Semana de Regulação Fundiária, cuja segunda edição realizada em novembro de 2024 contou com a parceria de cartórios extrajudiciais e entes públicos, como o governo do Amazonas, prefeituras municipais, entre outros órgãos.

A semana é promovida como parte do Programa Permanente de Regularização Fundiária, visando ao diálogo permanente entre a administração pública e a sociedade, e para combater a grilagem de terras, fortalecer a governança fundiária, promover justiça, além de garantir o acesso regular à terra, a segurança jurídica e a proteção ambiental.

As ações são desenvolvidas pelas Corregedorias-Gerais de Justiça dos estados que formam a Amazônia Legal (Pará, Acre, Amazonas, Roraima, Rondônia, Mato Grosso, Amapá, Tocantins e Maranhão) e, segundo o ato normativo, os órgãos devem realizar de forma contínua, no âmbito de suas atribuições, o planejamento, o desenvolvimento e o monitoramento de ações voltadas à regularização fundiária, previstas no Programa Permanente de Regularização Fundiária.

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