A deputada federal Carol de Toni (PL) usou as redes sociais para criticar veementemente as políticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em relação às terras indígenas no Brasil. Em uma publicação, ela acusa o governo de utilizar a causa indígena como uma bandeira política, enquanto, na prática, demonstra descaso com a cultura dos povos originários.
De Toni sugere que o plano de demarcação de terras indígenas seria uma “negociata” e alerta para riscos à soberania nacional.
“Sobre o plano de demarcação de terras desenfreada pelo Brasil inteiro, seria uma negociata? Com essa tropa no poder, uma coisa é certa: a soberania nacional está em risco mais uma vez! Não permitiremos. Tomaremos as devidas providências!”, acrescenta Carol de Toni.
Polêmica
O Ministério dos Povos Indígenas (MPI) firmou um protocolo de intenções com a multinacional Ambipar, durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, abrangendo cerca de 1,4 milhão de quilômetros quadrados de terras indígenas, ou 14% do território nacional. O acordo, anunciado pela Ambipar, propõe ações para desenvolvimento sustentável e prevenção de emergências climáticas, mas não foi submetido a consulta pública ou licitação. O MPI publicou nota classificando como “fake news” as críticas sobre a parceria, afirmando que o protocolo não envolve transferência de verba ou responsabilidades do Poder Público. A Ambipar, que atua no setor ESG, enfrenta questionamentos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) devido às bruscas oscilações no valor de suas ações.
Em 2023, a Funai anunciou a retomada do projeto da Cooperação Brasil-Alemanha para “proteção e gestão sustentável em terras indígenas.”
Outros posicionamentos
Em dezembro de 2024, a deputada destacou a demarcação de três novas terras indígenas pelo presidente Lula, duas delas em Santa Catarina, nos municípios de Abelardo Luz e Palhoça. Ela classificou a ação como autoritária e expressou preocupação com a apreensão e insegurança que essas medidas poderiam causar entre os agricultores locais.
Além disso, Carol de Toni se posicionou contra o chamado “marco temporal”, que estabelece que a demarcação de novas terras indígenas só seria possível em áreas ocupadas por povos indígenas na data da promulgação da Constituição de 1988. Ela argumenta que a não adoção desse marco favorece o crime organizado e prejudica produtores rurais.